Descarte correto de medicamentos ganha nova ação em São Paulo

Parceria do Grupo Pão de Açucar com Eurofarma conta com o apoio da Limpurb e põe em prática o conceito de responsabilidade compartilhada unindo indústria, varejo e consumidor em favor do consumo e descarte consciente.

Paulina Chamorro

20 Dezembro 2010 | 18h01

Grupo Pão de Açucar e Eurofarma Promovem descrate correto de medicamentos

Parceria conta com o apoio da Limpurb e põe em prática o conceito de responsabilidade compartilhada unindo indústria, varejo e consumidor em favor do consumo e descarte consciente .Em uma iniciativa pioneira, o Grupo Pão de Açúcar e a Eurofarma Laboratórios lançaram o projeto “Descarte Correto de Medicamentos”, que visa despertar o consumidor para importância do destino adequado para medicamentos vencidos ou fora de uso, embalagens e cortantes como agulhas, ampolas, vidros de xarope, blisters, frascos, bisnagas entre outros.

Inicialmente, o projeto será implantado em duas lojas do Pão de Açúcar (Real Parque e Jabaquara) e três lojas do Hipermercado Extra (Itaim, Penha e João Dias)  que servirão como postos de arrecadação destes resíduos. A  expectativa das empresas é estender o projeto a partir do ano que vem para 154 drogarias  do Grupo em todo País. A mecânica do programa envolve todas as etapas de descarte. O consumidor deposita todos os tipos de embalagens primárias, medicamentos  e cortantes  nas urnas coletoras dispostas nas drogarias das lojas Extra e Pão de Açúcar participantes. Para garantir a segurança dos clientes e dos funcionários, as urnas são confeccionadas em recipiente específico, revestido internamente por uma película plástica, que elimina o risco de acidentes, além do sistema de lacre que impossibilita a coleta dos resíduos por pessoas não-autorizadas.  

O Grupo Pão de Açúcar e a Eurofarma também treinaram todos os funcionários das drogarias para que estejam aptos a ajudar o cliente na hora do descarte, assim como tirar duvidas e incentivá-lo quanto ao descarte consciente. O treinamento também capacitará os funcionários a fazerem a retirada correta dos resíduos e armazenamento, garantindo, assim que nenhum cliente tenha contato com qualquer um dos materiais descartados.  O Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) é parceiro no projeto e, através das concessionárias de coleta Loga e Ecourbis, será o responsável pela coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos armazenados nos estabelecimentos participantes. O projeto conta também com  o apoio e aprovação da COVISA (Consultoria Técnica em Vigilância Sanitária). 

No caso dos medicamentos, as embalagens primárias – aquelas que têm contato direto com o produto – são consideradas um resíduo perigoso e constituem risco ambiental, uma vez que a maioria das pessoas descarta esses produtos no lixo doméstico ou no vaso sanitário, podendo ocasionar contaminação do solo e da água.

Para o Grupo Pão de Açúcar, esse projeto faz parte do compromisso  de ampliar a conscientização e engajamento dos clientes  para o consumo  consciente e descarte correto de produtos, incluindo fármacos. Hugo Bethlem, Vice Presidente da empresa,  destaca a relevância do varejo em relação à informação e formação dos consumidores. “Milhões de pessoas passam todos os anos pelas nossas lojas e buscam alternativas para viabilizarem suas práticas de consumo consciente. Colocamos nossas unidades a esse serviço com várias iniciativas”. O  Grupo trabalha em muitos projetos com o conceito de responsabilidade compartilhada, “são com parcerias como essa que atingimos a cadeia completa, o que faz com que todos (indústria, varejo e consumidor) ajudem na construção de um mundo melhor.” 

Como descartar medicamentos e embalagens de produtos farmacêuticos:
 
·Todos os medicamentos devem ser descartados em sua embalagem original, por exemplo: cartela de comprimidos, vidro de xarope, bisnaga com pomadas e cremes etc; tomando o cuidado de deixar as embalagens sempre fechadas. Não é necessário destacar os comprimidos. 

·Seringas e agulhas também podem ser descartadas. O ideal é a utilização de um recipiente rígido para armazenagem como, por exemplo, latas de achocolatados, eliminando o risco de acidentes. 

·Caixas de medicamentos e bulas (papel) devem ser entregues nas Estações de Reciclagem, uma vez que as mesmas não tiveram contato direto com o medicamento. Dados de mercado Com o aumento da população e do consumo, o lixo tornou-se um dos maiores problemas no mundo. Somente no Brasil, são geradas diariamente 241.000 toneladas de lixo, sendo 90.000 produzidas nos domicílios. Na cidade de São Paulo, o volume chega a cerca de 10.000 toneladas por dia.  Para alguns produtos e embalagens, como a latinha de alumínio e o papelão, a participação da população na coleta e reciclagem é fundamental. Em 2009, pela oitava vez consecutiva, o Brasil foi campeão mundial na reciclagem de latinhas – do total de latas de alumínio para bebidas comercializadas no mercado interno em 2008, 91,5% foram recicladas.  

Há, no entanto, uma série de produtos que ainda precisam de solução para o descarte correto, como programas de coleta específicos e conscientização da população. No caso dos medicamentos, as embalagens primárias – aquelas que têm contato direto com o produto, como comprimidos em blisteres ou em cartelas, xarope nos vidros e até ampolas de injeção e seringas, por exemplo – são consideradas um resíduo perigoso e constituem risco ambiental, uma vez que a maioria das pessoas descarta esses produtos no lixo doméstico ou no vaso sanitário, contaminando o solo e a água. Somente no varejo são vendidas aproximadamente 170 milhões de unidades de medicamentos e/ou produtos farmacêuticos por mês.

 (Fonte: ASCOM Grupo Pão de Açucar)