O LIXO HOSPITALAR AMERICANO
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O LIXO HOSPITALAR AMERICANO

Dener Giovanini

18 Outubro 2011 | 23h04

A importação de lixo hospitalar dos Estados Unidos, por uma empresa no interior do estado de Pernambuco, é um fato gravíssimo. O fato expõe mais do que a saúde pública à riscos. Ele expõe principalmente, a fragilidade do atual sistema de vigilância sanitária do Brasil.

As cenas mostradas pela TV são repugnantes: lençóis, fronhas e aventais sujos por algo que supõe-se serem substâncias e secreções humanas, restos de curativos e peças cirúrgicas usadas. Todo esse material seria utilizado na fabricação de roupas que, mais tarde, seriam comercializadas no polo têxtil do agreste pernambucano.

Não é a primeira vez que o Brasil enfrenta problemas com a importação ilegal do lixo de países ricos. Porém, dessa vez, o problema ultrapassa meras questões fiscais. O que está em risco é a saúde pública do país.

O mais preocupante é o fato dessa importação ilegal ter sido descoberta através de uma “checagem de amostragem”, como informou o próprio governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Ou seja, é uma fiscalização baseada na sorte, na roleta russa.

O que mais tem passado pelos nossos portos que a nossa fiscalização por amostragem não pega? Não estou falando das fronteiras secas, por onde entra o grosso do tráfico de armas e de drogas. Estou falando de portos!

Qual será a desculpa da vez?