DIVISÃO DO PARÁ PODERÁ CRIAR TRÊS ESTADOS FALIDOS
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DIVISÃO DO PARÁ PODERÁ CRIAR TRÊS ESTADOS FALIDOS

Dener Giovanini

30 Novembro 2011 | 00h18

Enquanto todas as atenções estão voltadas para a construção da usina de Belo Monte, uma ameaça paira no céu do Norte do país: a divisão do Pará, para criação dos Estados de Carajás e do Tapajós. No próximo dia 11 de dezembro os paraenses, por meio de um plebiscito, irão às urnas dizer se aprovam, ou não, a proposta.

A divisão do Pará, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) fará surgir, de imediato, três Estados deficitários e falidos. O atual Estado do Pará, que tem um saldo positivo em suas contas na ordem de 300 milhões de reais por ano, passaria a ter um déficit de 850 milhões de reais. Dos novos Estados, o Tapajós nasceria devendo 849 milhões de reais e Carajás apresentaria um prejuízo de 1 bilhão de reais anualmente.

O plebiscito não se trata apenas de um redesenho de fronteiras geográficas. Ele é, acima de tudo, um processo que pode levar o país a ampliar as suas desigualdades econômicas e sociais. Com a criação dos Estados de Tapajós e Carajás, milhares de novos cargos públicos serão criados e bilhões de reais serão pendurados na conta do governo federal (ou seja, nos nossos bolsos) para pagar os custos de construção de novas Assembleias Legislativas e prédios governamentais.

A divisão do Pará é um tema que não interessa somente aos paraenses. Ele interessa a todos os brasileiros que serão chamados para pagar uma conta que, acima de tudo, despreza o real desenvolvimento da região e tão somente se debruça na vontade de agradar a determinados interesses políticos.

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