Cresce em 29% o desmatamento da Mata Atlântica
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Cresce em 29% o desmatamento da Mata Atlântica

Dener Giovanini

11 Junho 2013 | 17h43

Cresce desmatamento na Mata Atlântica

O desmatamento na Mata Atlântica aumentou 29% entre 2011 e 2012, de acordo com o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica. Minas Gerais é o estado que mais desmata, pela quarta vez, além disso, foi o responsável por metade do desmatamento no último ano. Foram perdidos em Minas Gerais 10.752 hectares, o correspondente a 70% do desmate. Quem ocupa o segundo lugar é o estado da Bahia, e em terceiro o Piauí. Segundo o atlas, houve extinção da vegetação nativa de 23.548 hectares, o equivalente a 235 quilômetros quadrados. 

Foto Arquivo Agência Brasil/Wilson Dias

 

Mato Grosso é o terceiro maior exportador de milho

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) divulgou no dia 03 de junho, os números do boletim semanal, que aponta que no mês de abril foram enviadas 65,1 mil toneladas de milho ao exterior, sendo deste total, 24,6 mil enviadas para a Coréia do Sul, o principal comprador. No Brasil as exportações totalizaram 608 mil toneladas, Mato Grosso foi responsável pelo envio de 11% do cereal ao exterior, o que corresponde a 65 mil toneladas. O primeiro colocado na exportação do grão é o Paraná, com 301 mil toneladas, equivalente a 50% no mês de abril. O Rio Grande do Sul ocupa o segundo lugar, com participação de 34%. 

Agrotóxicos proibidos são apreendidos no Paraná

Os produtos apreendidos no Paraná fazem parte dos 21 Poluentes Orgânicos Persistentes, conhecidos como POPs.  As substâncias são proibidas, pois causam males à saúde, como o câncer e doenças imunológicas, e ao meio ambiente. O Estado já recolheu 1,2 mil toneladas de agrotóxicos desde a década de oitenta. Um programa criado pelo governo em parceria com outras instituições recolhe desde 2009, substâncias proibidas estocadas por agricultores. Quando declarada a posse do material o agricultor fica isento de qualquer penalidade, assim os produtos são incinerados em condições apropriadas e sem danos a população. 

Anvisa analisa aprovação de agrotóxicos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi criticada pela demora na aprovação de agrotóxicos, mas informou que a análise é complexa e que não irá aprovar um produto as pressas. Segundo a agência, estão sendo analisadas duas substâncias para combater a ferrugem da soja. Ambas foram consideradas cancerígenas para pelo menos uma espécie animal, demandando a análise de estudos que comprovem que este efeito não seria prejudicial ao homem. O problema da ferrugem gera perdas de produtividade e eleva os custos com a aplicação de defensivos que estão perdendo a eficácia.

Uso de materiais orgânicos para produção de combustível tende a aumentar

Materiais de fonte renovável diminuem a emissão dos gases de efeito estufa. A eletricidade gerada do bagaço de cana-de-açúcar abastece as próprias usinas, que pode também ser usado na produção de papel. Do etanol, biocombustível feito da cana extraem-se compostos como polietileno para fabricação de embalagens plásticas. A partir de resíduos de soja e sebo bovino é possível produzir outro combustível renovável, o biodiesel. O uso do material orgânico tende a crescer, pois são fontes de matéria-prima. De acordo com o mais recente Balanço Energético Nacional da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), referente a 2011, 44,1% da oferta interna de energia no país provinham de fontes renováveis como hidráulica, eólica, etanol e biomassa, enquanto 55,9% originavam-se de combustíveis não renováveis.

Governo anuncia investimentos de mais de R$ 39 bilhões para a agricultura familiar

Foi lançado na última quinta-feira, 6 de junho, o Plano Safra 2013/2014, pela presidenta Dilma Rousseff, e pelo ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas, em Brasília. O objetivo é aperfeiçoar a política para o campo e a promoção do desenvolvimento. O Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), principal fonte de crédito de custeio e investimento dos produtores, terá recursos de R$ 21 bilhões – uma expansão de mais de 400% desde 2003.  Além disso, o governo federal criou uma nova medida para a agricultura familiar, em que é o agricultor terá garantia de preços. Isso será feito por meio do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), que assegura desconto no pagamento do financiamento, em caso de baixa de preços no mercado. O governo disponibilizou R$ 33 milhões para o programa.