ATENTADO A BIODIVERSIDADE BRASILEIRA: DILMA QUER DIMINUIR ÁREAS PRESERVADAS NA AMAZÔNIA. ALGUNS DEPUTADOS NÃO SÓ CONCORDAM, COMO PEDEM REDUÇÃO DE OUTRAS ÁREAS PROTEGIDAS NO BRASIL.
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ATENTADO A BIODIVERSIDADE BRASILEIRA: DILMA QUER DIMINUIR ÁREAS PRESERVADAS NA AMAZÔNIA. ALGUNS DEPUTADOS NÃO SÓ CONCORDAM, COMO PEDEM REDUÇÃO DE OUTRAS ÁREAS PROTEGIDAS NO BRASIL.

Dener Giovanini

01 Outubro 2011 | 14h53

O PARQUE DA SERRA DA CANASTRA PODE PERDER ATÉ 70% DA SUA ÁREA ORIGINAL.

 

O Diário Oficial da União publicou, no último dia 15 de agosto, a Medida Provisória – MP 542 da presidente Dilma Rousseff. A MP altera os limites de três Parques Nacionais na região amazônica: o Mapinguari,  o de Campos Amazônicos e o Nacional da Amazônia, todos em Rondônia. O objetivo da proposta é facilitar as obras das Usinas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, e também promover assentamentos rurais que serão coordenados pelo INCRA.

 

Não bastassem os impactos que serão causados pela diminuição dessas áreas, alguns parlamentares aproveitaram a oportunidade e apresentaram emendas a MP 542 que reduzem ainda mais os limites de diversos Parques Nacionais no país.

 

SARNEY FILHO LUTA PARA DEFENDER ÁREAS PROTEGIDAS. ODAIR CUNHA LUTA PARA DIMINUÍ-LAS. Fotos: Gustavo Lima e Beto Oliveira/AG. Câmara

 

O deputado federal Odair Cunha (PT/MG) propôs, por exemplo, que o Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais, seja reduzido em cerca de 70% da sua área original, passando de 200 mil para apenas 71,5 mil hectares. Já o deputado federal Flexa Ribeiro (PSDB/PA) quer que a Flona do Jamanxim, no Pará, passe de 1,3 milhão para apenas 519 mil hectares. Juntas, as duas emendas representam aproximadamente 650 mil hectares de vegetação nativa que perderão proteção ambiental.

 

Já o deputado federal Sarney Filho (PV/MA) apresentou emendas a MP 542 para tentar impedir a redução das áreas protegidas. Sarney Filho quer também evitar a atividades de mineração no entorno dessas áreas. Emenda no mesmo sentido foi apresentada pelo deputado federal ACM Neto (DEM/BA).

 

Durante os 8  anos do governo do presidente Lula, o país sofreu imensos retrocessos ambientais. E a culpa não foi só dele. Ele tinha o respaldo de seus ex-ministros do Meio Ambiente que, durante o tempo que puderam, ou lhes era conveniente, fecharam os olhos para os desmandos ambientais e compactuaram com uma política que sempre priorizou o desenvolvimento a qualquer custo.

 

A presidente Dilma Rousseff segue pelo mesmo caminho. Alterar limites de áreas protegidas na canetada é a maior comprovação da irresponsabilidade  ambiental que assola o Brasil. É o início do fim do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação), que foi um das maiores conquistas do ambientalismo brasileiro e que foi instituído em 2000.

 

É lamentável viver num país onde o “vil metal” se sobrepõe  aos interesses coletivos. Mais lamentável ainda, é assistir representantes do que deveria ser a oposição política participando dessa vergonha.

 

A Medida Provisória, bem como as emendas malignas seguirão para votação em Plenário na Câmara Federal.