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ATÉ QUANDO? PERGUNTA O BISPO. E EU TAMBÉM.

Dener Giovanini

30 Outubro 2011 | 21h16

No último dia 24, poucas horas após deixar a sede do Ministério Público Federal em Altamira-PA, onde foi mais uma vez denunciar a exploração ilegal de madeira na Floresta Nacional Trairão, o líder comunitário e ambientalista João Chupel Primo, 55 anos, foi assassinado com um tiro na cabeça. João Chupel vivia no Assentamento Areia, uma das poucas áreas de floresta preservada na região de Altamira.

O assassinato de João Chupel é mais um no Pará, um estado onde a máfia das madeireiras ilegais atua sem constrangimento. Chupel já havia registrado diversos Boletins de Ocorrência, das ameaças que vinha recebendo, desde que começou a combater a exploração ilegal de madeira na Flona de Trairão.

Recentemente, postei aqui um vídeo do documentário Ecos do Brasil, que estou produzindo e que em breve entrará em circuito de exibição. Nesse documentário, abordamos alguns casos de ambientalistas que estão ameaçados de morte no Brasil, como o da pequena produtora rural Maria Ivete.

Confira abaixo um trecho da entrevista que fiz com Maria Ivete.

O Bispo de Itaiatuba, Dom Wilmar Santin, divulgou uma nota sobre o assassinato de João Chupel, onde, em seu trecho final, ele faz uma pergunta que eu também me faço:

Quando os defensores da natureza e da legalidade vão deixar de serem mortos? Quando o Governo Federal colocará pra valer a Polícia Federal para agir no Pará?

Link para a Nota oficial da Prelazia de Itaituba:  http://www.arquidiocesedefortaleza.org.br/atualidades/noticias/denunciamos-o-assassinato-covarde-de-mais-um-defensor-da-natureza-na-amazonia/

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