Poucas brasileiras no DJSI

Rodrigo Martins

03 Setembro 2009 | 20h17

Saiu hoje a revisão da carteira de ações do Dow Jones Sustainability Index (DJSI), o índice de sustentabilidade da bolsa de valores de Nova York. A nova carteira vale para os anos de 2009/2010 e reúne sete empresas brasileiras: Aracruz, Bradesco, Cemig, Itaú-Unibanco, Itaúsa, Petrobrás e Redecard – única novata no pedaço, e que também faz parte do conglomerado Itaú.

A carteira anterior tinha oito brasileiras, e desta vez saíram Usiminas e VCP. A “surpresa” foi a permanência da Petrobrás. A exclusão da estatal era cogitada após a perrenga envolvendo a não-redução do enxofre do diesel, conforme obrigava a legislação, que culminou em sua eliminação do ISE – Índice de Sustentabilidade Émpresarial – da Bovespa, como contamos aqui. Pelo visto o santo da petroleira é dos fortes.

Confusões à parte, o fato é que poucas empresas brasileiras conseguem figurar no DJSI, o índice que inspirou outras bolsas a criarem carteiras baseadas no desempenho de sustentabilidade das companhias. E muitas das que estão, permanecem por anos a fio, caso da Cemig e do Itáu Unibanco. Será que nossas empresas de capital aberto não estão fazendo a lição de casa corretamente para figurar na lista? Ou os critérios de rentabilidade dos papéis estão acima dos aspectos de governança e sustentabilidade?