Papel higiênico na mira dos ambientalistas nos EUA

Rodrigo Martins

26 Fevereiro 2009 | 21h17

A notícia vem do jornal The Guardian. Quem diria. O uso de papel higiênico “macio e branquinho” pode ser mais danoso ao planeta do que comer fast food ou dirigir Hummers – o utilitário adorado pelos americanos e conhecido por beber galões e mais galões de gasolina.

O veredicto foi dados por ambientalistas americanos, que elegeram o prosaico papel higiênico como o vilão da vez. Isso porque, nos EUA, o papel utilizado para fabricar o ‘toilet paper’ vem de matas nativas. E mais: os produtos químicos usados no branqueamento do papel também são nocivos ao meio ambiente e causam poluição, alegam.

“Esse é um produto que usamos por menos de três segundos. Mas as consequências ecológicas de sua fabricação são enormes”, diz Allen Hershkowitz, cientista do Natural Resources Defence Council, e ativista da causa.

Nos EUA, 98% dos rolos de papel higiênico são feitos de florestas nativas. Na Europa e América Latina, até 40% do papel do rolo é de origem reciclada. No Brasil, as marcas costumam mesclar o papel de origem reciclada com papel virgem – que vem de florestas de cultivo, é bom frisar.

A campanha dos ambientalistas não tem o intuito direto de pedir às pessoas que deixem de usar papel higiênico por causa das florestas. Dificilmente funcionaria, por razões óbvias. A campanha mira os fabricantes de papel, para que produzam com mais responsabilidade ambiental. De toda forma, o Greenpeace elaborou um “ranking ecólogico dos produtos de higiene pessoal” para orientar o consumidor.

E os leitores, até que ponto abririam mão do conforto por uma causa ecológica?