Do 'gato' ao smart grid

Rodrigo Martins

08 Março 2010 | 19h45

Wilton Junior/AE

Está chegando ao Brasil a tecnologia das chamadas redes inteligentes (‘smart grid’) de distribuição de energia, o que promete ser o pulo do gato (com o perdão do trocadilho) para a gestão do consumo de energia no País.

O smart grid consiste na troca de medidores analógicos pelos inteligentes, equipados com chips. A tecnologia permite fornecer ao consumidor a informação precisa de quanta energia ele está consumindo, em diferentes horários do dia, o que permitirá às distribuidoras oferecer preços menores à noite e pela manhã, quando o consumo geralmente é inferior. Para o consumidor, a redução na conta de luz pode chegar a 15%.

As redes inteligentes também prometem ser uma solução para se combater as ligações irregulares, os populares ‘gatos’ – a Aneel, agência reguladora dos serviços de energia elétrica no País, estima que o prejuízo com o roubo de energia chegue a R$ 7,8 bilhões ao ano. Além disso, a tecnologia reduz as falhas no sistema de transmissão de energia, o que seria bem vindo em tempos de apagão.


No início do ano, a Aneel abriu consulta pública sobre a substituição do atual sistema de medidores analógicos pelos medidores digitais. Antes disso, concessionárias de energia como a Ampla, que atua no Rio de Janeiro, e a Cemig, de Minas Gerais, já estão implementando os primeiros medidos elétricos digitais. A empresa americana Silver Spring Networks é uma das principais fornecedoras da tecnologia, ao lado da Axxiom, que tem capital nacional.