Carros com selo de eficiência energética

Rodrigo Martins

17 Abril 2009 | 23h17

Sabe o selo do Procel, aquele que indica o grau de consumo dos eletrodomésticos? Foi criado um equivalente para automóveis. Na sexta-feira foi anunciado o ENCE – Etiqueta Nacional de Conservação de Energia – que vai informar, para os consumidores brasileiros, os níveis de consumo de combustíveis de alguns automóveis. Assim, quem quiser optar por modelos mais econômicos/eficientes poderá ter a informação expressa em um selo afixado no próprio carro.

Assim como os eletrodomésticos, o selo ENCE, desenvolvido pelo Inmetro, trará uma classificação que irá de A a E, sendo A destinado aos modelos mais econômicos. Passa a valer a partir de hoje (17/04).

Cinco fabricantes de veículos – Fiat, GM, Honda, Kia e Volkswagen se inscreveram no programa de etiquetagem. As montadoras prometem que este ano 31 modelos de cinco categorias (sub-compacto, compacto, médio, grande e carga) terão suas informações de consumo e eficiência energética disponíveis. Destes, 24 modelos de duas categorias –compacto e sub-compacto – poderão sair das fábricas etiquetados, informa a Anfavea.

As informações de consumo e eficiência dos veículos deverão constar no manual do proprietário e nos pontos de venda. Os dados podem ser consultados em tabela publicada no site do Inmetro.

Pela metade
A medida traz para o Brasil uma informação que os consumidores da União Européia, Japão, Canadá, China e Estados Unidos já tinham acesso – e que é fundamental para se exercer uma compra mais orientada e consciente. Só que olhando mais de perto, a sensação é de que as coisas foram feitas pela metade.

Primeiro, porque a adesão ao programa é voluntária: a montadora adere se quiser, e etiqueta os modelos que achar conveniente. Alguns virão da fábrica com o selo – mas não todos. O que, na prática, faz com que o cidadão fique sem parâmetros para comparar. E, segundo, porque esse selo passa longe da principal tendência dos mercados mais desenvolvidos, que é informar ao consumidor os níveis de emissão de CO2 e outros poluentes dos veículos – o que já ocorre na Europa. Por que não fazer as coisas por inteiro?