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Órgão especial do MP faz moção de repúdio contra secretário de ambiente de Alckmin
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Órgão especial do MP faz moção de repúdio contra secretário de ambiente de Alckmin

Colegiado que reúne 42 procuradores de Justiça e integra a alta administração do Ministério Público manifestou repúdio a declarações de Ricardo Salles, que acusou o órgão de demagogia durante audiência pública em Ilhabela. Em outro caso, ele está sendo investigado por improbidade administrativa

Giovana Girardi

16 Março 2017 | 12h08

Os comentários do secretário estadual do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que acusou, no último dia 8, o Ministério Público de “demagogia“, estão provocando uma série de moções de repúdio por parte do órgão.

Secretário Ricardo Salles, em coletiva de imprensa. Crédito: Giovana Girardi / Estadão

Secretário Ricardo Salles, em coletiva de imprensa. Crédito: Giovana Girardi / Estadão

Nesta quarta, 15, o Órgão Especial do Ministério Público de São Paulo, colegiado composto por 42 procuradores de Justiça que integra a alta administração do Ministério Público, aprovou uma moção de repúdio em razão da manifestação de Salles em criticar o promotor Tadeu Badaró, do Grupo de Atuação Especial e Defesa do Meio Ambiente (Gaema) Litoral Norte, durante uma audiência pública em Ilhabela, no dia 8 de março.

Na moção, o Órgão Especial destaca que o secretário declarou, entre outras coisas, que os recursos limitados de que sua pasta dispõe estão sendo utilizados para “cumprir um monte de demagogia que o Ministério Público impõe à Secretaria do Meio Ambiente, sem sequer ter corpo técnico para isso”.

Os procuradores também aprovaram moção de apoio ao promotor Badaró e aos demais integrantes Gaema do Litoral Norte.

É a terceira manifestação nessa linha pelo Ministério Público. Na terça-feira, o Conselho Superior do MPSP já havia aprovado uma nota de apoio ao promotor. Na segunda-feira, quando o caso veio à nota em reportagem do Estado, a Procuradoria-Geral de Justiça havia criticado a manifestação do secretário e defendido o promotor.

Também na terça, a Associação Paulista do Ministério Público (APMP), entidade que representa mais de 3.000 promotores e procuradores de Justiça do Estado de São Paulo, da ativa e aposentados, divulgou nota de repúdio às declarações do secretário, que está sendo investigado, em outro caso, por improbidade administrativa.

Ao ser procurado pela reportagem na segunda-feira, Salles disse, por meio de nota, que deu uma resposta a “exigências absurdas e acusações descabidas apresentadas pelo promotor”. Depois, por telefone, disse: “Ele estava dizendo que o governo do Estado não dá a menor atenção ao meio ambiente, que a gente não faz os investimentos necessários, que não faz o saneamento, que a dotação orçamentária da secretaria e a própria secretaria não dão condições para o pessoal ambiental trabalhar. Foi uma acusação e uma grosseria atrás da outra.”

Badaró também se manifestou e disse que se manifestou de maneira contundente, mas em tom respeitoso. “Não houve qualquer acusação pessoal. Foi uma manifestação dentro de um ambiente democrático, uma discordância em relação ao prévio pronunciamento do secretário.”

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