Exposição revela a Mata Atlântica do início do século 20

Exposição revela a Mata Atlântica do início do século 20

Mostra no Museu da Casa Brasileira terá mais de 70 fotos apresentando o processo de transformação da floresta – da exuberância da vegetação ao desmatamento da maior parte do bioma

Giovana Girardi

06 Outubro 2017 | 18h00

Foto “Majestosa Figueira Branca”, feita em 1934 nos arredores de Cambé (PR), é uma das imagens que compõe a mostra “Remanescentes da Mata Atlântica”, que abre neste domingo, 8, no Museu da Casa Brasileira. Crédito: Acervo CDPH – Universidade Estadual de Londrina (UEL)

A Mata Atlântica hoje resiste em apenas 12% de sua extensão original, mas como será que ela era há um século, quando o cenário de devastação ainda não tinha se instalado completamente?


A exposição “Remanescentes da Mata Atlântica”, que será inaugurada neste domingo, 8, no Museu da Casa Brasileira (MCB), em São Paulo, promete ajudar a responder um pouco a essa pergunta, apresentando o processo de transformação da floresta – da exuberância da vegetação ao desmatamento da maior parte do bioma.

Exposição no Museu da Casa Brasileira vai mostrar a exuberância da Mata Atlântica no início do século 20. Esta imagem, que recebeu o título “Tora de Peroba”, foi tirada no Paraná. Crédito: Acervo CDPH – Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Com curadoria do botânico Ricardo Cardim, a mostra reúne mais de 70 fotos da história da floresta, como a da maior árvore já documentada na Mata Atlântica, o dobro da maior existente hoje, e de espécimes com mais de 300 anos de idade. Esta reportagem é ilustrada por três dessas fotos.

O acervo traz ainda imagens do processo de avanço da urbanização e da agricultura sobre a floresta e de ferramentas raras usadas para o desmatamento, além de peças do acervo do museu elaboradas com essas madeiras – hoje praticamente extintas, como jequitibá rosa, cedro e jacarandá da Bahia.

A foto “Serra portuguesa”, sem data definida, é uma das mais de 70 imagens da mostra “Remanescentes da Mata Atlântica”, no Museu da Casa Brasileira. Crédito: Acervo Museu Municipal de Rolândia

“Mais do que falar do processo que levou à quase extinção de algumas espécies, queremos recuperar esse ‘DNA histórico’ de cada árvore representada em nosso acervo”, disse Giancarlo Latorraca, diretor técnico do MCB, em comunicado à imprensa.

Serviço:
Museu da Casa Brasileira: Av. Brg. Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano, São Paulo

– Abertura da exposição
8 de outubro, às 14h
Entrada gratuita

– Visitação
De terça a domingo, das 10h às 18h
Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada) | Crianças até 10 anos e maiores de 60 anos são isentos | Pessoas com deficiência e seu acompanhante pagam meia-entrada
Gratuito aos finais de semana e feriados
Visitas orientadas: (11) 3026.3913 | agendamento@mcb.org.br | www.mcb.org.br

Mais conteúdo sobre:

Mata AtlânticaDesmatamento