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Quem Faz

GIOVANA GIRARDI é repórter de ambiente do caderno Metrópole. Escreve sobre o assunto e também sobre ciência há mais de 12 anos. Já trabalhou em revista, internet, jornal, e sempre que pode deixa a redação para ver gente, bicho e se enfiar no meio do mato para fazer matéria.
segunda-feira 28/03/16 18:56

Quando você escuta o som do aquecimento global, é melhor prestar atenção no que ele diz

[caption id="attachment_899" align="aligncenter" width="600"]Convite do lançamento do livro, nesta terça, 29, em São Paulo Convite do lançamento do livro, nesta terça, 29, em São Paulo[/caption] Talvez em nenhum outro lugar do mundo o aquecimento global se faça mais evidente do que no Ártico. Lá é possível até mesmo ouvi-lo em ação – “um murmúrio constante” que lembra o “ronco de um gerador a diesel” e, que, de repente, se eleva a um estrondo. “O ...

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terça-feira 22/03/16 03:00

Solução para água vai além de obras, dizem especialistas

Modelo prevê como seria uma cidade ideal e resiliente. Clique na imagem para ver ampliado

Atualizada às 17h13 Há um ano, a Região Metropolitana de São Paulo sofria com a falta d’água; há 11 dias, 25 pessoas morriam por excesso dela. Em um futuro de aquecimento global, em que a alternância de eventos climáticos extremos pode ser cada vez mais comum, o que é preciso fazer para tornar o conglomerado urbano da capital mais resiliente? Para o Dia Mundial da Água, comemorado nesta terça-feira, o Estado ouviu especialistas em recursos hídricos para responder a essa pergunta. A solução, ...

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quinta-feira 17/03/16 09:44

Mundo pode poupar US$ 4,2 tri se dobrar energias renováveis

Usina mista solar e eólica em Tacaratu (PE). Fatia de renováveis no Brasil poderia chegar a 90%. Crrédito: Thiago Queiroz/Estadão
Usina mista solar e eólica em Tacaratu (PE). Fatia de renováveis no Brasil poderia chegar a 90%. Crrédito: Thiago Queiroz/Estadão

Usina mista solar e eólica em Tacaratu (PE). Fatia de renováveis no Brasil poderia chegar a 90%. Crédito: Thiago Queiroz/Estadão

Dobrar a participação de renováveis no mix mundial de energia até 2030 pode economizar US$ 4,2 trilhões anualmente a partir daquele data. É o que calcula um estudo da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), divulgado nesta quinta-feira, 17, em Berlim. Pela análise, o valor que pode ser salvo é 15 vezes maior que os custos de implantar esses sistemas, uma vez que a medida pode ajudar a evitar gastos relacionados à poluição do ar e provocados pelas mudanças climáticas.

O relatório REmap: Roadmap for a Renewable Energy Future (Caminho para um Futuro das Energia Renovável) recomenda ações para que a fatia de renováveis salte nos próximos 14 anos de atuais 18% para 36%. Esse aumento, aliado a outras ações de melhoria da eficiência energética, poderia limitar o aumento da temperatura média global a 2°C em relação aos valores de antes da Revolução Industrial, aponta o estudo.

Isso porque, com a mudança energética, seria evitada a emissão de 12 gigatoneladas de CO2 na atmosfera. O gás, emitido principalmente pela queima de combustíveis fósseis (como carvão e petróleo), é o principal contribuinte para o efeito estufa, que provoca o aquecimento do planeta e as mudanças climáticas. Esse total é cinco vezes maior que o que foi prometido pelos países no Acordo de Paris de redução por meio de energias renováveis.

As vantagens para o clima teriam impacto na saúde e na economia. Pelos cálculos do trabalho, menos poluição do ar pouparia 4 milhões de vidas por ano. Seriam gerados 24,4 milhões de empregos no setor em 2030 (em 2014 eram 9,2 milhões), e o PIB global seria alavancado em US$ 1,3 bilhão.

Irena é uma organização intergovernamental que apoia países em sua transição para um futuro energético mais sustentável. É a segunda vez que eles fazem esse relatório. Na versão atual, foram analisadas as ações atuais e as potenciais de 40 países do mundo, que juntos respondem por 80% da energia global utilizada.

Para o Brasil, aponta o estudo, seria possível elevar para 90% a participação de renováveis na geração de energia elétrica no Brasil até 2030 se a oferta global dobrar até aquele ano. Hoje é em torno de 73%.

De acordo com o trabalho, os planos atuais dos países elevam a fatia das renováveis para apenas 21% da produção energética do mundo até 2030. Para chegar aos 36% propostos, calculam os pesquisadores, seria necessário um investimento anual de US$ 770 bilhões até 2030, o que elevaria os custos do sistema de energia em US$ 290 bilhões por ano. Mas os gastos, dizem os autores, seriam superados em 15 vezes pelos ganhos. “Dobrar a participação de renováveis não só é factível como mais barato do que não fazê-lo”, defendeu Adnan Amin, diretor-geral da Irena em comunicado distribuído à imprensa.

O relatório defende que é preciso investir em renováveis não somente para geração de energia elétrica, mas também em transporte (com carros elétricos e biocombustíveis), edificações e indústria, além de em processos de aquecimento e esfriamento.

Sempre bom lembrar que o mundo tem aquecido dramaticamente. O ano de 2015 foi o mais quente da história e o de 2016, a tomar pelos dois primeiros meses, segue no mesmo caminho.

Leia mais:

– 195 países aprovam o Acordo de Paris, primeiro marco universal para o clima

Especial multimídia: Desafios do clima no Brasil

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segunda-feira 14/03/16 18:46

Fevereiro foi mês mais quente da história, 1,35°C acima da média

fevereiro

fevereiro O caro leitor pode achar que essa notícia tem cara de dejà vu. E tenho de admitir que já está ficando repetitivo de noticiar, mas o fato é que o planeta não fica mais quente só ano a ano, mas mês a mês. E fevereiro, acaba de revelar a Nasa, foi muito quente mesmo. Lembra que o mundo concordou em Paris no final do ano passado que seria ideal que o ...

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terça-feira 08/12/15 20:18

COP 21 parece um ‘Dia da Marmota’ sem fim

COM ANDREI NETTO Cobrir conferências do clima é uma atividade que parece, às vezes, entrar num looping sem fim. Ou num eterno Dia da Marmota, como dizem jornalistas já na faixa dos seus 40 anos lembrando o clássico filme de Bill Murray. Os discursos, os entraves, o toma-la-da-cá são praticamente os mesmos desde que as negociações climáticas começaram, em 1992. Na base, o problema se mantém em torno de dois tópicos há ...

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terça-feira 03/11/15 14:45

Ano mais quente prejudica até a produção de cerveja

cantillon

cantillon O ano de 2015 se encaminha para ser o mais quente da história, e as altas temperaturas estão prejudicando até mesmo a produção de uma das poucas coisas que ajudam a aliviar o calorão: a cerveja! Nesta segunda-feira, 2, uma das cervejarias mais tradicionais e badaladas da Bélgica, a Cantillon, publicou em sua página do Facebook que as brassagens tiveram de ser canceladas por conta do outono atipicamente quente em Bruxelas. Para o ...

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quinta-feira 29/10/15 21:43

‘Brasil 2040′ enfim é divulgado, mas de modo torto e incompleto

[---#{"MM-ESTADAO-CONTEUDO-FOTO":[{"ID":"506406","PROVIDER":"AGILE"}]}#---] Depois de sofrer com a demissão da equipe oficial que o coordenava e com um atraso de seis meses, o estudo Brasil 2040 foi despejado nesta quinta-feira, 29,  no site da extinta Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) sem nenhuma divulgação formal. Não houve uma coletiva de imprensa e nenhum porta-voz que pudesse falar pelo estudo como um todo foi colocado à disposição da imprensa. Considerado o mais importante estudo sobre como diversos setores vão reagir diante do clima modificado, o projeto ...

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segunda-feira 21/09/15 21:02

‘A agenda sustentável nos ajuda a reconhecer que estamos em apuros’

Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - conjunto de 17 metas que todas as nações do mundo vão assinar no fim desta semana em Nova York para pôr em prática até 2030 - vão precisar de um investimento para serem alcançados de US$ 5 trilhões e US$ 7 trilhões por ano. O cálculo é de Achim Steiner, diretor executivo do Pnuma (o programa ambiental da ONU), que está em São Paulo nesta semana para mobilizar o sistema financeiro e ...

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