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Quem Faz

GIOVANA GIRARDI é repórter de ambiente do caderno Metrópole. Escreve sobre o assunto e também sobre ciência há mais de 12 anos. Já trabalhou em revista, internet, jornal, e sempre que pode deixa a redação para ver gente, bicho e se enfiar no meio do mato para fazer matéria.
quarta-feira 25/05/16 03:14

Em 30 anos, Mata Atlântica perde 12 vezes a área de São Paulo

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Nos últimos 30 anos, a Mata Atlântica teve 1,887 milhão de hectares desmatados, o equivalente a 12,4 vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Apesar de a maior parte (78%) dessa perda de vegetação ter ocorrido entre 1985 e o ano 2000 – e de as taxas estarem em queda desde 2005 –, a supressão de floresta continua ocorrendo no bioma mais devastado do País. É o que mostra a nova edição do Atlas dos Remanescentes Florestais ...

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segunda-feira 23/05/16 06:00

Terras privadas têm 30% menos floresta do que deveriam

Bacia do Piracicaba, perto de sua foz, em Cosmópolis (SP). Análise observou presença de 55% vegetação em APP. Crédito: Tiago Queiroz / Estadão

Uma análise preliminar feita sobre uma amostra de 62% da área dos imóveis registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR) aponta que pelo menos 30% têm déficit de Reserva Legal – porção das propriedades particulares que, por lei, deveriam ser preservadas com vegetação nativa.

O número foi obtido pelo Serviço Florestal Brasil, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, a partir do cruzamento das informações declaradas pelos proprietários de terra ao fazer o CAR com imagens de satélites.

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quinta-feira 19/05/16 18:28

Ministério Público discute formas de frear desmonte de lei ambiental

A lama de rejeitos de minério que vazou da barragem da Samarco chega ao mar. Ambientalistas temem que falta de licenciamento promova "novas Marianas". Crédito: Gabriela Biló / Estadão

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 65, em tramitação no Congresso, que prevê flexibilização do licenciamento ambiental, pode acabar “mutilando” o próprio processo do licenciamento e, desse modo, é inconstitucional, uma vez que fere o princípio de proibição ao retrocesso  – neste caso, da proteção ao ambiente, também previsto na Carta. [caption id="attachment_963" align="aligncenter" width="600"]A lama de rejeitos de minério que vazou da barragem da Samarco chega ao mar. Ambientalistas temem que falta de ...</p>								<a href=Ler post

segunda-feira 16/05/16 16:46

Pinguelli deixa fórum do clima por discordar de impeachment

Reunião ordinária do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas com Dilma e Pinguelli em abril de 2012. Crédito: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Atualizado às 18h55

O físico Luiz Pinguelli Rosa, que desde 2004 atuava como secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, pediu desligamento do cargo na última quinta-feira, 12, depois do afastamento da presidente Dilma Rousseff. Em carta enviada ao presidente em exercício, Michel Temer, explicou que se recusava a continuar no cargo.

Reunião ordinária do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas com Dilma e Pinguelli em abril de 2012. Crédito: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Reunião ordinária do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas com Dilma e Pinguelli em abril de 2012. Crédito: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

“Reputo de injusto o afastamento da Presidente da República pelo Congresso Nacional com a conivência do Supremo Tribunal Federal, pois não se provou qualquer crime de responsabilidade como estabelece a Constituição”, escreveu em mensagem enviada ao e-mail institucional da vice-presidência.

Ele lembrou que foi nomeado ao cargo em 2004 pelo então presidente Lula e foi mantido por Dilma. “O Fórum teve várias reuniões com o Presidente da República e Ministros apresentando sugestões que foram incorporadas no Plano Nacional de Mudanças Climáticas e na Lei Nacional sobre Mudanças Climáticas, bem como contribuiu para o Compromisso do Brasil na Conferência do Clima da ONU. No momento, o Fórum estava discutindo as propostas para o Plano de Adaptação nos diversos setores em ligação direta com a Ministra do Meio Ambiente”, disse.

O órgão, formado por cientistas de diversos áreas de clima, foi criado em 2000 por Fernando Henrique e teve uma função de destaque especialmente durante o governo Lula para a formulação de políticas de combate às mudanças climáticas.

Professor emérito da Coppe, o instituto de pós-graduação e pesquisa em engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Pinguelli foi presidente da Eletrobras no primeiro governo de Lula.

Em entrevista ao Estado, o pesquisador explicou sua decisão. “Não estou fazendo nenhum juízo de valor sobre o governo Temer, mas o fórum é diretamente ligado ao presidente da República e eu não concordo com a mudança dessa forma. Não é uma questão de Dilma, mas de princípio”, disse.

“A tal pedalada é mal definida. Usar verba de banco público que depois é coberto em prazo pequeno é uma trivialidade que qualquer administrador já fez algo parecido. Para falar em crime tem de ser uma coisa séria, tem de ter materialidade, como agir de má fé ou se apropriar de recursos públicos. Quem fez isso foram outros no Congresso e o Supremo Tribunal Federal se fez de bobo. Não me sinto bem em cooperar no nível com o presidente”, complementou.

Mesmo presidindo o fórum, Dilma levou mais de um ano para participar de sua primeira reunião, ainda na primeira gestão, em abril de 2012. Na ocasião, causou polêmica ao dizer, às vésperas da realização da conferência Rio+20, que o evento não iria “discutir a fantasia” das energias renováveis.

“Ninguém numa conferência dessas também aceita, me desculpem, discutir a fantasia. Eu tenho que explicar para as pessoas como é que elas vão comer, como é que elas vão ter acesso à água, como é que elas vão ter acesso à energia. Eu não posso falar: “olha é possível só com eólica de iluminar o planeta”. Não é. Só com solar, de maneira alguma.”

Pinguelli contemporizou o começo meio torto e disse que hoje a situação é outra. “Tivemos problema com etanol, com biodiesel, porque a política energética não foi muito boa, estimulou muito o uso da gasolina em detrimento do etanol. Mas eólica cresceu bastante. A geração já equivale à (que será produzida por) Belo Monte.”

Veja a seguir a íntegra da entrevista:

O que fez o senhor tomar essa decisão?

Não estou fazendo nenhum juízo de valor sobre o governo Temer, mas o fórum é diretamente ligado ao presidente da República e eu não concordo com a mudança dessa forma. Não é uma questão do governo da Dilma, mas de princípio. A tal pedalada é mal definida.O fato de ter um uso de verba de banco público que depois é coberto em prazo pequeno é uma trivialidade que qualquer administrador faz algo parecido. Não significa um crime. Crime é uma coisa séria, tem de ter materialidade, como agir de má fé ou se apropriar indevidamente de recursos públicos. Quem fez isso foram outros que participaram do processo no Congresso. E o Supremo Tribunal Federal se fez de bobo. Não atuou no caso Eduardo Cunha, que se empenhou no processo de impeachment. O STF tinha desde dezembro uma denúncia contra ele do procurador-geral da República e deixou para fazer valer depois de Dilma já ter sofrido a condenação pela Câmara, o que dá uma intenção suspeita ao supremo. Não me sinto bem em continuar cooperando porque minha ligação como secretário do fórum é com o presidente do Fórum, que é o presidente da República. Não na qualidade de um assessor direto do presidente. Espero que outra pessoa mais afinada com esse governo do que eu vá para esse lugar.

Qual é a avaliação que o senhor faz da gestão Dilma em relação às mudanças climáticas?

Eu não posso dizer que o governo Dilma foi muito atuante na questão climática. Acho que o do Lula foi mais. Por causa, particularmente, da intervenção do Brasil na Conferência (do Clima da ONU) de Copenhague (em 2009) e da elaboração do Plano e da Lei Nacional de Mudanças Climáticas, para o qual o fórum foi muito chamado para ajudar. No momento o fórum estava fazendo uma série de debates mais ligados ao Ministério do Meio Ambiente sobre a questão dos planos de adaptação à mudança climática. E fizemos também, para a conferência de Paris, um estudo em cooperação com colegas de universidades em que fizemos um cenário futuro, de modelagem climática aqui da Coppe, sobre a mudança climática que foi aproveitado na discussão em Paris. Fórum teve uma atividade menor no governo Dilma em relação ao governo Lula, mas não era nula.

O Brasil foi bastante elogiado por sua atuação na costura do Acordo de Paris. Como o sr. viu esse momento?

Acho que a Izabella (Teixeira, ministra do Meio Ambiente em todo o governo Dilma) teve uma presença muito atuante na conferência do clima e o fórum acabou tornando-se mais próxima da Izabella (do que da Dilma). Inclusive na conferência de Paris, foi ela que participou da reunião do fórum. Dilma se afastou, mas Izabella não. Na prática, embora o Fórum continuasse ligado à presidente Dilma no organograma, ficamos mais próximo do Ministério do Meio Ambiente. Não era uma função remunerada. Era voltada para atrais ONGs, acadêmicos, mesmo os setores empresariais para a discussão de problemas concretos da questão internacional da mudança climática. Isso foi feito o tempo todo. Até poucos meses atrás, no fim de 2015, houve essas reuniões. Aí houve um interregno com essa crise profunda que o Brasil atravessa.

Nos últimos dias da gestão Dilma, o ministério do Meio Ambiente correu para aproveitar os últimos momentos e lançou uma série de boas ações para o ambiente, inclusive o Plano Nacional de Adaptação, que era esperado desde o ano passado.. O que o sr. achou disso?

Acho que esse movimento foi bom, deixou uma contribuição concreta. O PNA avança, melhora a situação. É preciso lembrar que o Brasil tem climas diferentes de acordo com a região e pode haver enormes impactos, não só nos fenômenos atmosféricos, que afetam o ambiente e as populações, como enchentes, ventos muito fortes, como também a produção agrícola, que depende muito do clima. Mas é verdade que foi meio corrido. Ele é uma contribuição que reuniu o que já tinha à mão, embora pudesse avançar mais. Mas não impede que o novo governo faça isso. O que foi feito é o que tinha à mão. Acho que o governo tinha uma perspectiva de se prolongar um pouco mais para a elaboração desse plano e foi abreviado.

Qual é a expectativa do senhor sobre o novo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, e para a questão climática na nova gestão.

Ele já foi ministro, né? Faço votos para que faça boa gestão. A expectativa é que tenha boa gestão, ele tem condições para isso, tem interesse nessa área. Já estive com ele muitas vezes discutindo questões da mudança climática. Mas me sentia mais identificado com a gestão Dilma. A própria Izabella foi nossa aluna aqui no doutorado da Coppe. Havia uma proximidade maior. Quanto à política do clima, vamos ver. O Sarney Filho tem pedigree de meio ambiente. Mas o ministro de Minas e Energia (Fernando Filho) é um ilustre desconhecido, é de outro ramo, não tem nada a ver.

O governo Dilma teve como bandeira o pré-sal, investindo mais em combustíveis fósseis que em renováveis, enquanto há uma expectativa mundial de descarbonização até o final do século. O sr. esteve à frente de discussões sobre o futuro energético. Como o sr. vê essa questão?

Acho que o Brasil ainda vai usar petróleo por um tempo, mas tem de reduzir, e isso já tem feito usando biocombustível, que já ultrapassou 40% do total de combustíveis. Mas não está tudo perfeito. Tivemos problema com etanol, com biodiesel, porque a política energética não foi muito boa, estimulou muito o uso da gasolina em detrimento do etanol. O preço da gasolina foi colocado abaixo do preço de importação. Houve uma retomada do etanol por volta de 2003 e 2004 com os carros flex e isso permitiu um aumento grande do consumo do etanol. Mas com o estímulo de preço baixo da gasolina, o etanol perdeu a competitividade, houve uma certa redução do consumo.

E nesse momento se discute na Câmara que carro leve use diesel no Brasil.

Isso é ruim. O que devia ser feito era incentivar os carros híbridos (combustível + elétrico), que ainda são muito caros. Devia haver uma política de compensações e redução desse preço.

As metas brasileiras ao Acordo de Paris também não trazem um aumento significativo do uso de etanol e biocombustíveis (prevê uma participação de 16% de etanol na matriz energética total do País até 2025).

Não é uma participação pequena, mas de fato não tem um grande aumento. Concordo que para o futuro, talvez 2040 em diante, deva aumentar, mas para 2020 é mais difícil mudar a tendência porque energia tem uma inércia muito grande. Depois pode aumentar muito. Mas isso depende da política e ultimamente a política não foi muito favorável ao biocombustível. A gente fez a crítica perante a presidente Dilma. Mostramos essa preocupação. Uso de energia eólica cresceu bastante, já igualou à de Belo Monte. Mas infelizmente a de térmica também cresceu por causa das crises hídricas.

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quarta-feira 11/05/16 21:05

Na reta final, Dilma agiu pró-ambiente, mas gestão é criticada

Dilma e Izabella em agosto do ano passado no anúncio do Programa de Investimento em Energia Elétrica. Crédito: ANDRE DUSEK/ESTADAO

No que provavelmente deve ser uma de suas últimas ações no cargo, a presidente Dilma Rousseff encaminhou nesta quarta-feira, 11, ao Congresso, o texto do Acordo de Paris para que ele seja ratificado pelo legislativo. O acordo, fechado em dezembro na Conferência do Clima da ONU, em Paris, e assinado em 22 de abril em Nova York, estabelece um compromisso de quase 200 nações de todo o mundo a agirem para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa ...

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sexta-feira 06/05/16 13:24

São Paulo registra 90,22% dos imóveis no cadastro rural

Atualizada às 20h17 O Estado de São Paulo teve 90,22% dos imóveis rurais inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) até esta quinta-feira, 5, divulgaram hoje as secretarias de Ambiente e de Agricultura do Estado. O prazo oficial se encerrava ontem, mas foi prorrogado por mais um ano pelo governo federal somente para as pequenas propriedades, de até quatro módulos fiscais. A participação é maior que a nacional, que foi de 83%, conforme divulgou o Ministério do Meio Ambiente nesta manhã. ...

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quinta-feira 05/05/16 12:03

Governo adia por um ano prazo para realização do CAR

Código Florestal foi criado para frear o desmatamento ilegal, como este no Mato Grosso. CAR é um dos seus principais instrumentos. Crédito: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO

Atualizada às 19h17 [caption id="attachment_918" align="aligncenter" width="600"]Código Florestal foi criado para frear o desmatamento ilegal, como este no Mato Grosso. CAR é um dos seus principais instrumentos. Crédito: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO Código Florestal foi criado para frear o desmatamento ilegal, como este no Mato Grosso. CAR é um dos seus principais instrumentos. Crédito: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO[/caption] O governo federal publicou nesta quinta-feira, 5, no Diário Oficial, uma medida provisória que prorroga por mais um ano o ...

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quarta-feira 04/05/16 03:05

Código Florestal falha em incluir pequenas propriedades

CAR

O prazo para realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) por todos os proprietários de terra no Brasil termina nesta quinta-feira, 5, sem conseguir integrar os pequenos proprietários de terra. É o que sugere um estudo lançado nesta quarta pelo ONG SOS Mata Atlântica em Brasília. Segundo levantamento feito pela instituição nos Estados que originalmente eram cobertos pela Mata Atlântica (basicamente todos os banhados pelo Atlântico, além de Minas Gerais, um pouco de Goiás e Mato Grosso do Sul), a maior ...

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segunda-feira 28/03/16 18:56

Quando você escuta o som do aquecimento global, é melhor prestar atenção no que ele diz

[caption id="attachment_899" align="aligncenter" width="600"]Convite do lançamento do livro, nesta terça, 29, em São Paulo Convite do lançamento do livro, nesta terça, 29, em São Paulo[/caption] Talvez em nenhum outro lugar do mundo o aquecimento global se faça mais evidente do que no Ártico. Lá é possível até mesmo ouvi-lo em ação – “um murmúrio constante” que lembra o “ronco de um gerador a diesel” e, que, de repente, se eleva a um estrondo. “O ...

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