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Quem Faz

GIOVANA GIRARDI é repórter de ambiente do caderno Metrópole. Escreve sobre o assunto e também sobre ciência há mais de 12 anos. Já trabalhou em revista, internet, jornal, e sempre que pode deixa a redação para ver gente, bicho e se enfiar no meio do mato para fazer matéria.
quinta-feira 18/06/15 20:03

Carta do papa tem potencial de influenciar debate sobre clima

Nuvem de palavras feita a partir da versão da encíclica em português

[caption id="attachment_779" align="alignnone" width="600"]Nuvem de palavras feita a partir da versão da encíclica em português Nuvem de palavras feita a partir da versão da encíclica em português[/caption] A tão esperada encíclica do papa Francisco sobre ambiente alerta para a forma como as atividades humanas estão ameaçando o planeta em escopo muito mais amplo que as mudanças climáticas, mas é nessa seara que talvez a mensagem possa ter um impacto mais imediato.Essa é a expectativa de pesquisadores que trabalham ...

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segunda-feira 15/06/15 21:46

Cientistas contam com o papa para falar ao coração das pessoas

Papa Francisco afirma que humanos estão causando as mudanças climáticas e que a falta de ação rápida trará graves consequências

[caption id="attachment_767" align="alignnone" width="600"]Papa Francisco afirma que humanos estão causando as mudanças climáticas e que a falta de ação rápida trará graves consequências Francisco afirma que humanos estão causando mudanças climáticas e que falta de ações trará graves consequências[/caption] A nova encíclica papal – cujo rascunho vazou na internet hoje – vinha sendo ansiosamente aguardada nos Estados Unidos por uma categoria que ao longo da história quase nunca viu com bons ...

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segunda-feira 15/06/15 21:11

De volta ao trabalho. O papa chama

Caros, Mil perdões pela longa ausência. Como tinha explicado aqui há alguns meses, me ausentei do dia-a-dia da redação para fazer um fellowship para jornalistas de ciência no Instituto de Tecnologia de Massachussets. O curso acabou, acabei me engajando em um outro, oferecido pelo Laboratório de Biologia Marinha, de Woods Hole, e agora estou prestes a voltar pro trabalho – logo mais estou aí. Ainda aqui de Cambridge, porém, o 'papa acabou me chamando' à labuta. ...

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domingo 14/12/14 08:13

Um caminho (de terra) até Paris

Crédito:  H. Bérninzon / COP20 CMP10
Crédito: H. Bérninzon / COP20 CMP10

Crédito: H. Bérninzon / COP20 CMP10

Acomodaram os países em desenvolvimento daqui, os desenvolvidos dali, e um acordo relativamente esvaziado foi aprovado na madrugada deste domingo na 20ª Conferência do Clima em Lima, Peru.

Os objetivos principais de Lima eram definir regras para as contribuições nacionais (as chamadas INDCs) que os países precisam apresentar no ano que vem, além de listar elementos que vão guiar a elaboração do novo acordo climático a ser finalizado daqui um ano, em Paris. Isso de certo modo foi feito, mas deixou muitas brechas abertas que podem complicar o processo de Paris. Em dezembro de 2015 as nações têm de estabelecer como vão agir, a partir de 2020, para possibilitar que a temperatura do planeta não supere os 2ºC de aquecimento até 2100 e assim evitar mudanças climáticas mais perigosas.

Parte dessa etapa é cada país determinar o que pode fazer. Nas chamadas INDCs, as nações têm de apresentar propostas, considerando suas capacidades. Era preciso definir em Lima o que vai conter nessas contribuições, como metas de mitigação de emissão de gases de efeito estufa, em relação a que período, até quando, quais gases serão incluídos, etc. Países em desenvolvimento, durante a negociação, pressionaram para que, além de mitigação, também fossem colocadas contribuições em termos de adaptação. O texto sugeriu o que pode ser incluído, mas sem ser decisivo sobre o que tem de constar na proposta.

Também ficou definido como prazo máximo para a apresentação dessas contribuições o dia 1º de outubro do ano que vem. Originalmente se propunha até junho. O aumento do prazo gera a preocupação de que vai sobrar muito pouco tempo para qualquer revisão de ambição antes da conferência de Paris. Entregando em cima da hora as propostas, pode se perceber que elas estão aquém aos objetivos gerais do novo acordo.

O “Chamado de Lima para a Ação Climática” reforça, para o alívio dos países desenvolvidos, que o novo acordo climático terá de refletir o princípio das Responsabilidades Comuns, porém Diferenciadas e as respectivas capacidades à luz das diferentes circunstâncias nacionais. Essa é sempre uma questão fundamental para os emergentes e foi incluída pelo presidente da COP, ministro Manuel Pulgar-Vidal, após ser retirada em uma versão anterior do rascunho. Esse retrocesso levou ao atraso da conclusão das negociações, que só aconteceram um pouco antes de duas da manhã desse domingo (horário de Lima).

Após a intervenção de Pulgar-Vidal também foi acrescentada uma menção a perdas e danos, lembrando um mecanismo que foi aprovado na COP de Varsóvia, no ano passado. Isso ajudou a acalmar países ilhas e menos desenvolvidos que já estão sofrendo os impactos das mudanças climáticas a um nível que vai além da possibilidade de adaptação. Foi uma mera lembrança a esse mecanismo aprovado no ano passado, mas para os países menos desenvolvidos, representados pelo diplomata de Tuvalu, a medida foi aceita como uma garantia de que a questão será dirigida no acordo de Paris.

Para o embaixador brasileiro José Antônio Marcondes de Carvalho, houve uma melhora no texto “no sentindo de promover o equilíbrio e o balanço entre vários elementos (mitigação, adaptação e finanças)”. O medo dos países desenvolvidos é que se restringissem as contribuições somente às ações de mitigação (redução das emissões de gases de efeito estufa). Para eles, é fundamental que se deixe claro que sem ajuda de países ricos, não será possível que todas os países pobres possam colaborar.

Carlos Rittl, coordenador do Observatório do Clima, no Brasil, ponderou que ficou muita coisa para ser resolvida em Paris, como finanças, mecanismos de diferenciação entre os países e planos para reduzir emissões antes de 2020, quando só então o novo acordo entraria em vigor. “Era para se pavimentar o caminho até Paris aqui em Lima, mas acho que só foram colocados os primeiros centímetros de asfalto. Eles vão precisar trabalhar muito para conseguir um resultado satisfatório no ano que vem.”

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sábado 13/12/14 20:15

A voz das Ilhas Marshall

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15824883838_09fb30a9ff_z As negociações na Conferência do Clima da ONU, em Lima, entraram nesta tarde num momento delicado. A última proposta de texto, divulgada durante a madrugada de sexta para sábado (horário local), não foi aceita pela plenária e agora o presidente da COP, o ministro do meio ambiente do Peru, Manuel Pulgar-Vidal, faz reuniões com cada grupo para tentar destravar o acordo. Para entender um pouco esse processo, é curioso prestar atenção em ...

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sexta-feira 12/12/14 23:36

Enquanto isso em Lima… para onde vai a COP do Clima?

Cartaz com mensagens sobre o futuro do planeta no centro de convenções onde ocorre a COP em Lima

[caption id="attachment_739" align="alignnone" width="225"]Cartaz com mensagens sobre o futuro do planeta no centro de convenções onde ocorre a COP em Lima Cartaz com mensagens sobre o futuro do planeta no centro de convenções onde ocorre a COP em Lima[/caption] Passa de oito da noite em Lima. Depois de um dia quente e abafado, o clima de deserto se faz presente e a noite esfria, assim como os ânimos dos negociadores. O acordo da ...

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terça-feira 07/10/14 23:31

Temporariamente ausente para melhor atendê-los

Fellows de 2014/2015 Caros leitores, Desculpem a longa ausência. E sinto dizer que ela será ainda um pouquinho maior. Estou desde meados de agosto em Cambridge, Massachusetts, nos EUA, para um período sabático como fellow do Knight Science Journalism. Na foto acima, eu (no meio) e os outros 11 fellows da temporada 2014/2015. Trata-se de um programa do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) que tem como objetivo tirar os jornalistas de ciência, ambiente, saúde de tecnologia ...

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quinta-feira 31/07/14 13:33

Morre almirante que aprendeu com o mar a proteger o ambiente

ibsen_gusmao

 Morreu na madrugada desta quinta-feira, aos 90 anos, um dos mais significativos defensores do meio ambiente no Brasil, o almirante Ibsen de Gusmão Câmara. Com o olhar de quem veio do mar, ele lutou contra a caça de baleias no Brasil até conseguir proibi-la, o que permitiu que hoje populações de baleias jubate, por exemplo, estejam em processo de recuperação. Câmara também ajudou a criar diversas Unidades de Conservação, entre elas os ...

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terça-feira 10/06/14 21:17

Peixe que se alimenta de boto tem moratória decretada

Boto cor-de-rosa tem sido morto para virar isca de peixe. Crédito: Anselmo d’Affonseca

[caption id="attachment_657" align="aligncenter" width="567"] Boto cor-de-rosa tem sido morto para virar isca de peixe. Crédito: Anselmo d’Affonseca[/caption] Responsável indireto pela mortandade do boto-cor-de-rosa na Amazônia, o peixe piracatinga, comum nos Rios Amazonas e Solimões, terá a pesca embargada pelos próximos cinco anos para diminuir o risco sobre o mamífero. A moratória é parte de um pacote de medidas anunciado no dia 22 de maio, Dia Internacional da Biodiversidade. Estabelecida pelos Ministérios do Meio Ambiente ...

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