Footprint – a marca que deixamos no planeta

Footprint – a marca que deixamos no planeta

Alessandra Luglio

17 Junho 2016 | 12h31

 

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Até algum tempo atrás não era comum relacionarmos nossas escolhas alimentares com o impacto ambiental que elas geravam. Porém, esse tipo de análise tem se tornado cada vez mais comum, gerando uma maior conscientização da população e fazendo com que as pessoas repensem seus hábitos alimentares. Segundo dados do IBOPE de 2012, somamos 8% de vegetarianos no Brasil, e acredito que esse número seja um reflexo dessa conscientização.

Um termo muito utilizado ao abordar esse assunto é “pegada ambiental”, que parece simples, mas você sabe exatamente o que ele engloba e como é mensurado? Segundo a definição, diz respeito aos recursos que as atividades humanas consomem, em termos de água, terra e ar para produzir nossos bens de consumo ou, simplificando, é o tamanho da pegada que deixamos no planeta para atender ao nosso estilo de vida. O fato dessas pegadas terem a possibilidade de serem “apagadas” ou compensadas também entra nessa conta e é considerado todo o cultivo (pensando em alimentos), processamento, logística, embalagem e armazenamento, até a forma como chega ao prato. Podemos analisar então essas pegadas sob três aspectos:

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Pegada de carbono (ar): diz respeito à emissão de gases do efeito estufa, desde o cultivo ou criação até o método de cocção.

Pegada de água: mede o volume de água potável utilizado durante todos as etapas da produção – do cultivo à mesa – além da água contaminada ao longo do processo.

Pegada ecológica (terra): calcula a área de terra útil para fornecer recursos para a produção e ainda absorver os impactos causados pela cadeia produtiva do alimento.

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Quando pensamos então na indústria da carne, sua pegada ecológica é enorme, já que necessita de terra tanto para a pastagem dos animais, quanto para o plantio de matéria prima necessária para produzir a ração que os alimenta. A pegada de carbono também é grande, pois é responsável pela emissão de cerca de 18% de todos os gases de efeito estufa, enquanto os meios de transporte são responsáveis por 13%. E, pensando na pegada de água, a indústria da carne é responsável por 60% do consumo de toda a água potável só no Brasil.

Espero que esses dados possam mostrar que, para nossa escolha alimentar, tão importante quanto o valor nutricional dos alimentos, são também os impactos ambientais que os mesmos geram. Ao consumirmos sem o mínimo e consciência, estamos esgotando recursos findáveis e, consequentemente, impactando nosso planeta de uma forma irreversível.

 

Referências:

  • IBOPE: Dia Mundial do Vegetarianismo, 2012 – Disponível em: http://ibope.com.br/pt-br/noticias/Paginas/Dia-Mundial-do-Vegetarianismo-8-da-populacao-brasileira-afirma-ser-adepta-ao-estilo.aspx>. Acesso em 23 maio, 2015.
  • Barilla Center for Food and Nutrition: Sustainable Diet, 2014 – Disponível em: https://www.barillacfn.com/en/publications/double-pyramid-2015-recommendations-for-a-sustainable-diet> Acesso em: 23 maio, 2015.
  • WWF Global: Ecological Foot Print, 2016 – Disponível em http://wwf.panda.org/about_our_earth/teacher_resources/webfieldtrips/ecological_balance/eco_footprint/ >. Acesso em: 23 maio, 2015.
  • Global Water Issues, a compendium of articles. Bureau of International Information Programs – United States Department of States. Washington, 2011.